LE LANCEMENT
  • Le corbeau ( edição francesa)
  • O estranho espelho do Quartier Latin
  • MOJ  PSEUDONIM JA (edição croata)
  • A bicha e a fila (edição brasileira)
  • Meu pseudônimo e eu

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Um pseudônimo fr


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Um pseudônimo é um nome falso - usado por uma pessoa, como alternativa a seu nome legal -, nos ensinam os dicionários. No mundo da arte, da literatura, dizemos que é um nome fictício, inventado por um escritor, que não queira ou não possa assinar suas próprias obras. As razões que levam uma pessoa a adotar um pseudônimo podem ser muito diversas. Encontramos motivos prosaicos - como ter um nome muito comum ou que ninguém leva a sério, por ser ridículo e impronunciável -, ou então motivações, aparentemente, mais sofisticadas e complexas, como a preservação de uma carreira sigilosa ou a auto-proteção por questões políticas. Na Idade Média e durante a Inquisição, muitos autores se ocultaram sob pseudônimos. Há mais de 30 anos, Chico Buarque usou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, em músicas como “Acorda amor” e “Milagre Brasileiro”, para driblar os censores da nossa ditadura militar Em todos os casos, estamos diante do desejo ou da necessidade de sermos diferentes do que somos; de assumirmos uma nova personalidade. Logo no início, o protagonista do romance questiona-se sobre os motivos que o levaram a adotar um pseudônimo: ”Avisos não me faltaram. Meu psicanalista praticamente me ordenou, meus amigos suplicaram que eu assinasse o livro com meu próprio nome.” A partir daí, vamos acompanhar os seus diálogos, como um fiel e constante interlocutor, sobre as suas próprias motivações e, como não podia deixar de ser, sobre as motivações de cada um de nós. Meu pseudônimo e eu pretende abordar justamente o descompasso entre o que somos e o que desejamos ser, ou, como diria Montaigne - filósofo convocado também nas primeiras páginas do livro, discutir a proposição de ”modelos de vida que nem quem os propõe nem seus auditores têm alguma esperança de seguir.” Vale conferir...

Sinopse

Marcel Rood, escritor de sucesso que utiliza o pseudônimo de Marcel Rodd, descobre que seu último livro será autografado por alguém que se fará passar por ele em uma livraria de Paris. A caminho da noite de autógrafos, em um tumultuado metrô parisiense, ele conhece Marianne, jovem socióloga e dona de uma livraria, por quem acaba se apaixonando. Na fila de autógrafos, enquanto espera que seu próprio livro seja assinado pelo impostor que o substitui, Marcel conhece alguns de seus inusitados leitores e passa a ter com eles uma convivência mediada por sua jovem amante. Esta descobre que Marcel vem sendo roubado por seu editor e, a partir daí, ameaças, mortes e sequestros começam a acontecer. Nesse romance, os gêneros fantástico e policial coabitam em perfeita comunhão, rompendo limites, fugindo de engessamentos estruturais padronizados e provocando, ainda, alguns questionamentos metafísico-existenciais.